sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

EVENTOS: Assembleia Geral AGB Porto Alegre

Convocatória para Assembleia da AGB-PA (07 de dezembro)

03/12/2013 09:34 A Associação dos Geógrafos Brasileiros Seção Porto Alegre AGB Porto Alegre (AGB PA) convoca seus
associados, mas também convida os não associados, para participarem da
assembleia local que se realizará no dia 07 de dezembro de 2013, sábado, com
primeira chamada às 14hs e segunda chamada às 14:30, na sede da entidade (rua
Uruguai, n° 35, sala 426), com a seguinte pauta:

1. Aprovação da ata da assembleia de 19 de outubro

2. Informes

3. XXXIII EEG
3.1 Relato das comissões: infraestrutura, comunicação, alojamento, comissão
científica, site.
3.2 Comissão de edps, oficinas e mini-cursos e mesas redondas
3.2 Valores das inscrições no encontro
3.3 Segunda circular e retomada dos contatos/levantamento das escolas
de geografia, ativas no estado
3.4 Artes do XXXIII EEG: folders, informativos, banners, etc

4. Coletivos da AGB
- Comissão de Ensino e Educação Popular - relato das jornadas de Erechim e Rio Grande
- Comissão do Movimento Urbano - Relato da participação na Conferência Nacional das Cidades e proposta de ciclo de debates; relato do evento Mobilidade Urbana com a AGP.

5. Relato da 116ª RGC

6. Valores das anuidades para 2014

7. VIII CBG
7.1- rediscussão das mesas e indicação de nomes de palestrantes para as mesas;
7.2 - comissão de edps - nomes para indicação

8. Outros Assuntos

9. Manutenção e Organização da sede

Atenciosamente,

Coletivo AGB-PA 2012-2014
Associação dos Geógrafos Brasileiros, Seção Porto Alegre

DOWNLOADS: Obras completas de Milton Santos para download

http://www.4shared.com/folder/Y5jTbL2f/Livros_de_Geografia.html - Confira

VÍDEOS: Filme sobre Milton Santos

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

RIO GRANDE DO SUL: Demografia do nosso Estado


De acordo com o Censo 2010 do IBGE, o RS tinha uma população de 10.693.929 habitantes (população superior a de Portugal). Dez anos antes, segundo o Censo de 2000, a população era de 10.187.798 habitantes e, pelo Censo de 1991, a população era de 9.127.611 habitantes. Com estes dados, mostra-se que o crescimento demográfico do RS na última década foi de 1.2% ao ano, índice abaixo da média nacional (1,33% ao ano).
O Rio Grande do Sul é o quinto estado mais populoso do Brasil (cerca de 6% da população brasileira) e o mais populoso da Região Sul.
Do total da população do Estado, segundo o Censo 2010, 5.488.872 habitantes são mulheres e 5.205.057 são homens.
No Rio Grande do Sul, a população urbana supera a rural (Em 2000, quatro quintos da população viviam nas zonas urbanas). No mesmo ano, a densidade demográfica era de 36,14 hab/km², superior à do Brasil como um todo (19,92 hab/km²).
Porto Alegre e Região Metropolitana constituem na área mais densamente povoada do Estado, com cerca de 4 milhões de habitantes e alguns municípios apresentando densidades acima dos 2.000 hab/km². Em seguida, as áreas mais densamente povoadas de nosso Estado são o Litoral Norte, a Encosta do Planalto, o leste da Serra Geral e o Vale do Taquari, com densidades ao redor de 50 hab/km². Nas regiões do Noroeste, Alto Uruguai, Passo Fundo e Iraí, as densidades estão entre 30 e 40 hab/km². Já no Sul do Estado, as densidades poucas vezes ultrapassam 10 hab/km², com exceção da região de Pelotas e Rio Grande, com maior concentração da população (20 hab/km²).
A Capital, Porto Alegre, é a décima primeira maior cidade brasileira em população e uma das 90 maiores do mundo. Situa-se às margens do Lago Guaíba e forma, juntamente com mais 32 municípios, a Região Metropolitana de Porto Alegre (a quarta maior região metropolitana brasileira em população). É o principal centro industrial, comercial e cultural do Rio Grande do Sul e um dos principais do Mercosul, além de dispor de um movimentado porto fluvial.
Em ordem de quantidade, os principais imigrantes vindos para o RS foram os portugueses (e também os açorianos), seguidos dos alemães e italianos, que somaram-se aos indígenas e africanos.
Outros grupos étnicos de expressão na população gaúcha: espanhois, poloneses, austríacos, russos, judeus, árabes, japoneses, argentinos e uruguaios.
Segundo o Censo 2010, a população do Estado se autodeclara, no tocante à raça, da seguinte forma:
* Brancos = 82,3%
* Pardos = 11,4%
* Pretos = 5,9%
* Amarelos e Indígenas = 0,4% 
Conforme dados do Censo Demográfico de 2010 a população total do Rio Grande do Sul é de 10.755.799 habitantes. O Estado ocupa o quinto lugar entre os mais populosos do Brasil, sendo superado por São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia.
Os municípios gaúchos mais populosos se encontram principalmente na região em torno de Porto Alegre (RMPA), na região em torno de Caxias do Sul (Aglomeração Urbana do Nordeste) e no sul do estado (Aglomeração Urbana do Sul).
A distribuição da população no espaço gaúcho mostra uma tendência à concentração da população em áreas urbanas. No estado 9.100.291 habitantes, isto é, 85,1% dos gaúchos, em 2010, se localizavam nos centros urbanos.
Em relação à variação da população, principalmente nas últimas décadas, verifica-se uma queda nas taxas de crescimento. O Rio Grande do Sul apresentou, no período 2000 – 2010, a menor taxa de crescimento relativo do Brasil. 
Distribuição da População
A população brasileira, por motivos históricos e econômicos, se encontra distribuída de forma irregular no território. Embora esta situação tenha se modificado nos últimos tempos e o avanço para o interior do país tenha se reforçado, a população ainda se concentra em áreas próximas ao litoral.
A distribuição da população no território gaúcho também não é uniforme. O eixo que liga Porto Alegre a Caxias do Sul constitui-se na área mais povoada do Estado.
Com relação ao tamanho dos municípios no Estado a maioria dos municípios gaúchos (66,7%) está entre àqueles que possuem menos de 10 mil habitantes. No segundo grupo, com população entre 10 e 50 mil habitantes estão 123 municípios. Na terceira faixa, entre 50 e 100.000 habitantes estão 24 municípios e por último com população superior a 100 mil estão 17 municípios e que concentra 46,8% da população total do estado.

Densidade Demográfica
A densidade demográfica no Rio Grande do Sul é de 38 hab/km² em 2010*. Entre os estados da região sul do Brasil é o que apresenta a menor densidade, mas ainda assim está acima da média brasileira que é de 22,4 hab/km². 
A área mais densa se encontra no eixo Porto Alegre- Caxias do Sul.  Dos 29 municípios com densidade superior a 200 hab/km², 19 fazem parte deste eixo, 17 na Região Metropolitana de Porto Alegre - RMPA e dois na Aglomeração Urbana do Nordeste - AUNE.  
Por outro lado,  existem áreas com baixa densidade populacional. Estas estão localizadas principalmente a oeste e norte do território e correspondem as regiões dos Conselhos Regionais dos Campos de Cima da Serra, Vale do Jaguari, Missões, Fronteira Oeste e Campanha. A densidade demográfica destas regiões estão todas abaixo de 20 hab/km².
As demais regiões aparecem em um patamar intermediário com densidades entre 38hab/km² (média estadual) a 100 hab/km².
* considerando somente a área teriritorial (sem a água das lagoas)
A taxa geométrica de crescimento anual da população brasileira e gaúcha tem- se apresentado em queda constante, principalmente a partir da década 60. O Brasil na última década (2000 – 2010) apresentou 1,17% ao ano e o Rio Grande do Sul 0,49%, a menor taxa brasileira.
Dentre os municípios gaúchos, 51% apresentaram taxas negativas de crescimento populacional. Estes estão localizados, principalmente, nas regiões da fronteira oeste e norte do Estado.
Nos Conselhos Regionais de Desenvolvimento Celeiro, Médio Alto Uruguai, Missões, Fronteira Noroeste e Norte, por exemplo, verifica-se que mais de 80% dos municípios destas regiões apresentaram taxas negativas de crescimento. Observa-se que quando os centros regionais são economicamente mais dinâmicos, como em Erechim, Santa Rosa e Frederico Westphalen, as taxas são positivas em contraposição aos municipios menores.
Já os municípios localizados na Região Metropolitana, Serra e Litoral apresentaram as maiores taxas de crescimento, neste mesmo período. Destaque para o COREDE Litoral, onde boa parte de seus municípios apresentam as mais altas taxas de crescimento do Estado.

A Região Metropolitana de Porto Alegre – RMPA é a área mais densa do Estado concentrando 37% da população. Nela encontram-se nove dos 18 municípios com mais de 100 mil habitantes. A densidade demográfica da região é de 391,8 hab/km² e seus municípios também apresentam elevadas densidades demográficas.
A RMPA foi criada por lei em 1973 e era composta, inicialmente, por 14 municípios. O crescimento demográfico resultante principalmente das migrações, a interligação das malhas urbanas e as sucessivas emancipações, fizeram com que novas áreas tenham se integrado à região metropolitana, totalizando então, os atuais 33 municípios. Estes apresentam grandes disparidades quanto ao PIB per capita e aos indicadores sociais, refletindo a distribuição desigual de agentes econômicos e de equipamentos urbanos como transporte, saúde, educação, habitação e saneamento. Seu território integra cinco Conselhos Regionais de Desenvolvimento: Metropolitano-Delta do Jacuí, Vale dos Sinos, Paranhana Encosta da Serra, Centro Sul e Vale do Caí.

A RMPA constitui-se em pólo de atração e concentração no Estado. Esta característica antes restrita somente a Porto Alegre e cidades mais populosas agora se verifica também nas cidades da periferia e entorno da RMPA. Muitas pessoas se deslocam atraídos pela oferta de serviços e de emprego destas áreas de expansão econômica.

REFERÊNCIAS:

ATLAS Socioeconômico do RS

Mapas FEE/RS

Wikipédia

Panorama Lavrense

GEOGRAFIA: Resenha de "A Natureza do Espaço", de Milton Santos

Hoje temos uma ampla interação de objetos e ações, que configuram o que Santos chama de meio “técnico-científico-informacional”, onde a técnica mostra sua força modificadora do espaço como nunca. A crise do sujeito aparece como um problema dessa globalização inevitável. Mas para Santos o aspecto humano não se desvaloriza. Santos fala que hoje cada lugar é resultado de uma dialética entre uma razão global e outra razão local.

“A idéia de que o tempo suprime o espaço provém de uma interpretação delirante do encurtamento das distâncias, com os atuais progressos no uso da velocidade pelas pessoas, coisas e informações.”
Milton Santos não concorda com os autores que falam da supressão do espaço na era da informação. Para ele, o que se dá é um novo comando da distancia e, de acordo com ele, o espaço não é definido exclusivamente por essa dimensão. O crescimento das tecnologias da informação não dissolve as cidades, como tem sido freqüentemente anunciado, pois os lugares urbanos e os espaços de fluxo eletrônico influenciam-se mutuamente na cidade eletrônica.

“O agir técnico leva a interações formalmente requeridas pela técnica. O agir formal supõe obediência aos formalismo jurídicos, econômicos e científicos. E existe um agir simbólico, que não é regulado por cálculo e compreende formas afetivas, emotivas, rituais...” 

Milton Santos fala que os objetos técnicos promovem conexão, aproximação, vizinhança, apropriações, usos distintos. 

“Assim cada lugar, cada subespaço, tanto se define por sua existência corpórea, quanto por sua existência relacional.” 

“O fato de o sistemismo dos objetos condicionar o sistemismo das ações não significa que entre eles haja uma relação automática. (...) A interação humana pode forjar novas relações, criando a surpresa e impondo a novidade.”

Em minha opinião, os processos interativos entre sujeitos usando tecnologia móvel estabelecem vínculos, criam sentidos, promovem a apropriação de espaços simbólicos e físicos. Se dá uma nova sociabilidade baseada em convergências de interesses. No há dissolução do vínculo social. 

“A tecnosfera se adapta aos mandamentos da produção e do intercambio (...) “A psicosfera, reino das idéias, crenças, paixões e lugar da produção de um sentido, também faz parte desse meio ambiente, desse entorno da vida, fornecendo regras à racionalidade ou estimulando o imaginário.”

Milton Santos fala da “tecnosfera” (mundo dos objetos) que é impossível de separar de outra esfera de ação, que é a “psicosfera” (reio das idéias, crenças e paixões) e lugar de produção de sentido. Esta psicosfera, embora seja a garantia da legitimidade das novas técnicas (que têm legitimidade na forma de pensar tecnológica do tempo atual), também é o reino da improvisação, dos novos usos, da mudança dos usos e dos espaços marcados e definidos “técnica” e “formalmente” pelas novas tecnologias.

A NATUREZA DO ESPAÇO. Técnica e tempo, razão e emoção.

Espaço: Coexistência do passado e do presente, reconstruída em um território sob um sistema técnico.

Técnica: Sistema de objetos e ações (potencia e ato) concretizados num entorno social.

Tempo: Historia de um espaço materializado através da recepção, transformação e uso da técnica. 

Razão: Fundamento de implementação das técnicas com fines econômicos / instrumentais / sociais / de controle.

Emoção: Capacidade para integrar as técnicas na vida social, mas também para fazer novos usos de elas, interagir, inventar novos sentidos simbólicos e novas apropriações do espaço. 

A “emoção” seria o lugar da imaginária, da criatividade simbólica, a oportunidade de apropriação das tecnologias para um uso consciente, livre, critico e transformador.

“O lugar é o quadro de uma referência pragmática ao mundo, do qual lhe vêm solicitações e ordens precisas de ações condicionadas, mas é também o teatro insubstituível das paixões humanas, responsáveis, através da ação comunicativa, pelas mais diversas manifestações da espontaneidade e da criatividade.”

GEOGRAFIA: Os cinco princípios Geográficos

PRINCIPIO DA EXTENSÃO: elaborada pelo alemão Ratzel, esse principio entende que um território se comporta como corpos orgânicos em plena se seletividade natural das espécies, ou seja, um território que esteja em crescimento econômico, cultural e político, tem que se expandir. A idéia de expansão era associada ao tamanho do território e Ratzel entendia que todo território esta em movimento, ou em crescimento ou desaparecendo.
Também foi Ratzel que elaborou a teoria do DETERMINISMO GEOGRÁFICO. Essas teoria entende que o ser humano é fruto das características físicas do local onde vive, ou seja, a natureza determina as características do ser humano.
EXEMPLO: o Brasil, mesmo sendo um país tropical, cheio de frutas nascidas naturalmente e por isso tem população pouco esforçada (determinismo), tem crescido economicamente. Esses crescimento levará o país a um domínio territorial sobre Paraguai e Uruguai, país em crise muito aguda.

PRINCIPIO DA ANALOGIA: por Ritter e La Blache, criaram a clássica escola francesa de geografia. Esse principio entende que a geografia deve descrever áreas (clima, vegetação, relevo, economia) diferentes e assim, iniciar a comparação. A idéia era de uma geografia sem pretensões de julgar um país, apenas compara-los uns aos outros.
EXEMPLO: na medida em que o Brasil tem clima tropical úmido em seu litoral, que possibilita o plantio de inúmeras frutas grandes e suculentas, a europa com seu clima Temperado só permite o plantio de frutas menores, como amoras, cerejas e uvas nos locais mais quentes.

PRINCIPIO DA CONEXIDADE: Jean Brunhes elaborou a análise geográfica que parte da relação entre determinadas áreas e momentos históricos específicos.
EXEMPLO: a Zona da Mata Nordestina foi seriamente derrubada no período em que os países da OPEP resolveram baixar a produtividade de petróleo em 1973. desse modo o governo federal criou incentivos para a substituição da vegetação natural pela cana de açúcar para desenvolver álcool combustível.

PRINCIPIO DA ATIVIDADE: também por Jean Brunhes, entende que a geografia deve analisar a realidade levando em consideração a continuidade dos fatos, que a relação sociedade x natureza é contínua e ininterrupta.
EXEMPLO: a Zona da Mata Nordestina foi seriamente derrubada e ao que parece continuará até que não sobre mais vestígio da vegetação natural. Isso se passa por que o processo colonial do país iniciou no litoral nordestino, formando várias cidades que hoje são as capitais dos estados, a cana colonial e o pró-álcool também tiveram seu papel na substituição da vegetação. Os novos investimentos do governo federal na região certamente terá seu papel nessa história, na medida em que a região se capitaliza, cria-se mais empregos, mais mercado consumidor que atrai mais industrias que consumirão mais matérias primas e ocuparão mais espaços, talvez em área hoje coberta com resquício de vegetação.